sexta-feira, 9 de agosto de 2024

happy birthday, cris.

 hoje é aniversário da minha irmã. acho que junto com a bia, a cris é a que mais tenta me ajudar.

mas ela tá longe, e a gente não se vê, eu não gosto de falar no telefone. e mais do que isso, eu não gosto de decepcionar.

a cris acredita em mim. ela acredita que eu posso melhorar dessa doença, que eu posso voltar a ser a pessoa que eu era. porque eu era uma pessoa foda, que nem ela.

mas como eu falo pra ela que eu não tenho vontade de viver mais? que eu continuo aqui por ela, pela minha mãe, pelos meus outros irmãos? nada aqui me faz feliz, estar viva é difícil pra mim, é doloroso. eu não tenho anseio por nada, nada no minha vida futura próxima ou distante me faz querer viver essa jornada. eu só existo porque eu preciso, porque existem pessoas que eu amo que eu não quero fazer sofrer. 

eu tento me distrair na narrativa da existência contemporanea mas a realidade da minha existência sempre me alcança... e por mais que eu ainda me emocione com as pessoas, não é suficiente pra encher o tanque.

toda vez que o telefone toca, e a pessoa que mais torce por mim quer notícias, vem aquela onda de vergonha. eu conitnuo fazendo o abc da depressão: remedio, terapia e exercicio (mais ou menos), mas seguimos sem retorno. vai ficando difícil atender telefones assim e os contatos vão ficando mais distantes.

aos poucos vocês se isola das pessoas que voce mais ama, e elas passam a achar que voce não as quer por perto, mas não é isso. tá longe disso. 


eu te mandei feliz aniversário, cris. espero que você entenda e saiba o quanto eu te amo.


segunda-feira, 8 de julho de 2024

if i lay here

 é um buraco no meio no estômago. 

é total falta de esperança no futuro. é uma solidão que vai além do normal. vai em todas as direções. é ter a sensação de não ter ninguém pra dividir o nada que tanto te consome. e é tão grande, tão devastador...

como um vazio tão grande pode pesar assim? alguém tirou de mim minha capacidade de ser feliz.

eu já fiz tudo... já tomei todos os remeédios, já falei tudo e já ouvi todos os conselhos, de todos os médicos, psicólogos, e jogadores de búzios. parece que eu exauri as minhas forças, os meus recursos. cheguei na ponta do precipício. eu tô exausta.

a exaustão sem ter onde descansar é difícil... saudade pai. 

"todo mundo tá deprimido", "só fechar a boca e fazer exercício", "você nunca tentou de verdade", "você precisa mais de Deus", and so on. 

i feel so judged. i feel so alone. 

"vai se tratar", "zoada da cabeça igual a gente, mais igual a você"... 

se eu pedir ajuda, vão minimizar o que eu sinto, vão me mandar ser prática, vão usar issso pra me esteriotipar.

eu quero ajuda, mas eu não consigo me ajudar sozinha. eu não tenho força; eu tô pifando. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

calm down.

é muito coisa.
o trabalho. estudar e estudar muito, o máximo possível, sempre, sem deixar o trabalho de lado, em um horário intenso.
é pouco tempo pra fazer tudo. é não ter controle da mente pra poder focar, é não conseguir focar num grande comprometimento racional, que é a medicina. é não consegui me descomprometer com o amor que eu sinto por ele, é pensar nele o tempo todo sem querer. é ficar abismada com a quantidade de coisas e travar. 
é tentar esquecer ele e ter que lidar com esse tanto de gente nova aparecendo, de tantos jeitos.
é querer confiar, amar, sentir, deixar levar, mas não conseguir, não saber se deve.
é uma confusão na cabeça.

a vontade que eu tenho é de desligar.
não ser obrigada a nada por um tempo. deixar fluir, seguir, ir embora, tudo que tiver que ir, sem ninguém por perto. 
vontade de ficar em branco, até as coisas se acalmarem, dentro e fora de mim.
despreocupar. 

mas calma, julia. 
tá tudo bem.
deixa tudo lá fora e segue o curso, como der. tá tudo bem, mesmo que não esteja tudo do jeito que você gostaria que estivesse.
vai dar tudo certo... no seu tempo, devagar. 
devagar é a palavra, paciência, o complemento.
devagar.
vamos devagar.



quarta-feira, 12 de abril de 2017

hoje eu te liguei mesmo sabendo que você não estaria. 
liguei porque eu precisava te abraçar. porque eu vi os últimos pedaços de um amor que eu achei que existia sendo varridos pra fora da realidade. 
eu preciso tanto de você...
tá ficando insuportável.

one blade fan made submarine ride.

Eu não sei o que é isso que eu sinto por você. 
As vezes eu acho que é amor. Quando eu lembro de você, assim, sem lembrar de tudo o que aconteceu, surge um mim uma ternura enorme. Seu rosto vem na minha cabeça, com seus olhos gentis e sofridos, seu sorriso de lado e a face da pessoa que eu mais amo no mundo. 
Meus olhos se enchem de lágrimas e meu coração de saudade e pesar. É quase como se você não existisse mais.

Ainda me bate um pouco de desespero quando eu percebo que as chances da gente ficar junto são mínimas. Mas ele é mais uma massa grande no meu peito, uma tristeza intensa e pesada, que já descansa dentro de mim, quase aceitando essa realidade. 

Aquela certeza que eu sempre tive de que o nosso amor venceria todas essas coisas é esmagada por esse peso e resiste calada, tênue, pequena mas ainda solida, e forte, como se fosse uma esfera de energia azul lutando contra o esmagamento. 

A única certeza que eu tenho é de que nos não estamos juntos e que sem você na minha vida, eu jamais serei feliz como eu sei que posso ser. Aquela felicidade, aquele sentimento de estar com a pessoa certa no lugar certo, com o amor da minha vida, eu nunca mais irei sentir. 

E eu penso em lutar por você, mas não sei se devo. Acho que eu já fiz demais. E eu acho que vc realmente quer ficar onde esta. Você tem os meninos e as suas prioridades e eu não quero mais atrapalhar a vida de ninguém. E eu lembro que você me deixou sozinha aquele dia, esperando você, então você não tem nem coragem pra me dizer o quanto você não pode ou não quer estar comigo. 

Então só me resta mesmo esperar aqui. Esperar essa parte de você em mim seguir o seu caminho. Eu queria muito que o meu amor por você dentro de mim se encontrasse com o seu amor do lado de fora. Mas a tristeza é tão grande, tão pesada e você está tão longe pra salvar a gente, que eu não sei se você conseguiria me tirar de lá, tirar o meu amor de lá. 

quarta-feira, 15 de março de 2017

eu não sei o que é.
se você me perguntar, eu não tenho vontade de nada. nem de ir, nem de vir, nem de nada. eu invento um monte de coisas pra fazer, e consigo ir em frente. 
mas eu queria parar. parar de fazer tudo. não queria mais trabalhar, não queria mais estudar, não queria mais nada. nem ver ninguém, nem estar com ninguém, nem viajar. 
eu queria deixar de ser. deixar de estar, deixar de sentir, isso que eu nem sei o que é.
não me entenda mal. eu amo tanta gente. amo demais. acho que só é bom estar aqui pra testemunhar a felicidade das pessoas. meus momentos de felicidade, de maior emoção num sentido positivo acontecem quando eu vejo alguém sorrir, como aquele senhor que viu a mãe viva pela primeira vez no CTI, depois do acidente dela. A bochecha dele se abrindo, dava pra ver de costas, foi o melhor momento do meu dia. 
mas eu não consigo, por mim. eu tenho vergonha de quem eu sou, eu disse mais cedo. não dá pra voltar do que eu fiz. não dá pra consertar, e eu não tenho o menor controle sobre isso. e não passa, não vai embora. eu queria tanto que fosse embora. e eu nem sei porque é assim, porque é tanto... eu só queria deixar de sentir isso... eu não vejo perspectiva de nada. e eu quero ver. eu tenho forçado pra ver. eu movo o mundo, mas eu não me movo. eu não tenho pra onde ir, não importa quão longe eu vá. 

sexta-feira, 10 de março de 2017

under the sea.

Depois de tanta coisa, depois de um ano sentindo todos os sentimentos possíveis e inimagináveis, eu continuo aqui.
Eu segui em frente. Tenho projetos, planos, uma vida boa... mas desde que você saiu dela, ela nunca mais foi completa. Não existe no mundo, meu amor...não existe no mundo alguém igual a você. É um amor que foge de qualquer explicação que essa existência pode me dar...eu te amo tanto. 
E o que fazer com tudo isso que permanece aqui, por mais que eu mude de sala, emprego, de casa, de vida? Você tomou um lugar que não me pertence mais pra pegar de volta. A sua doçura, os seus olhos gentis, o seu coração enorme, o seu sorriso de lado e a sua essência, que foi toda feita para que eu pudesse amá-la. E eu não posso. 
Isso dói tanto. Mas eu continuo te amando. Quando eu rezo por você todos os dias. Quando eu lembro de você em cada pedaço de mar ou natureza que eu vejo. Quando cada música que fala de amor me traz você a mente. A cada moto, a cada altura, a cada aperto no coração. Então eu fecho os olhos e digo pro Universo que eu te amo, eu te amo muito, meu amor. Digo em voz alta, sempre que eu preciso, e espero que você, de algum jeito, se Deus permitir, onde quer que você esteja, se sinta amado, abraçado, acalorado. Com um pouco de sorte, feliz, mesmo que você não entenda porque. Quem sabe você lembre de mim. E eu peço a Deus que você esteja feliz, e que se for pra ser, que a gente ainda possa, um dia, ser feliz e fazer feliz juntos.

Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo... porque nunca acaba, nunca é suficiente, e sempre se multiplica dentro de mim. eu te amo infinitamente, meu amor, e eu tô morrendo de saudade de você.