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ano novo chegando, resoluções a fazer.
eu tenho um milhão delas, mas nenhuma em que eu possa tocar.
essa distância me assusta, se move contra mim.
saber o que se pode fazer mas não saber o que fazer é apavorante. além da mente, o corpo responde e a sensação...
terrível. a tal da ansiedade, que eu espero que ninguém saiba o que é.
então, como uma moça me ensinou, eu digo pra mim: eu não tenho nadaaaa, nadaaaaa, eu não tenho naaaaaaaada.
o que eu tenho é oportunidade.
lembra, Júlia?
aaah, verdade.
então respira, dissolve essa pressão de ferro do coração e vamos, passo a passo, ir onde puder ir, andar onde puder andar, chegar onde puder chegar.
tá bom assim?
tá bom.
então tá.
:)
Júlia diz:
pai?
Hernani diz:
Fala linda filha linda
Júlia diz:
tá sem sono?
Hernani diz:
Tô ouvindo Louis Armstreong and Ella Fitzgerald singing Summertime
Júlia diz:
adoooooooooooooro essa música
tem a versão do Sinatra tbm
mentira
errei
a que eu tô falando é Summerwind
tá ouvindo onde?
Hernani diz:
To ouvindo no toutube
Júlia diz:
me passa o link desse do toutube. hahaha
Hernani diz:
Come que faz isso?
Júlia diz:
faz assim
copia o url, o enderoço
e cola aqui no msn
Hernani diz:
Não tô com essa bola toda
Acessa o toutube e busca Summertime, com a Ella que vc encontra, filha.
É youtube
Júlia diz:
toutube é ótimo
hahahaha ai pai
eu te ensino amanhã
AMANHÃAAAAAAA
;D
Hernani diz:
só errei uma tecla
Vcs chegam de madrugada, não?
Dormiu?
Acorda maria chiquinha
Acorda pra fazer o café
Que o dia já vem raiando E a poliça já tá de pé
Júlia diz:
dormi não
hahahah
a gente chega as obze da noite
mas eu ligo de sp qnd estivermos embarcando
pra ir pra mgá
aí é uma hora pra chegar
obze da noite é onze da noite, em tailandês.
Hernani diz:
Viu? digitou obze ahahahah
Júlia diz:
er pai, queria ver se vc sabia tailandês
nem sabe.
;P
Hernani diz:
Analfa em duas línguas
Júlia diz:
hieohasoiheoiasheoiashoe
nessa horas vc tem que me incentivar
e dizer: ooo filha, como sou Eguinorante
Hernani diz:
Isso é javanês. Que filha troglodita!!!!
Júlia diz:
aaoiehaosiheaoisheoiahsoehasoehas
desculpa pai, errei de ês
Hernani diz:
Eu queria dizer poliglota
kjzvninsky, como dizem os russos brancos
Júlia diz:
mentira
não seria aoexzucizxen?
ah não, esse são os russos sunitas do vietnã
Hernani diz:
Isso é polinky, falado na Polinskyland
Júlia diz:
aaah...
vamos ter que discutir esses dados históricos
Hernani diz:
Rushtrombinkolinsky, como dizem os russos cor de abóbora
Júlia diz:
pq não estão batendo com meu conhecimento adquirido nesses 70 anos de vida que tenho
vida intelectual, claro
ha ha ha ha (risada vaidosa)
Hernani diz:
Vaidade é a pessoa que vai com a idade?
Pqp, tá ficando sério
Júlia diz:
oaisheoiasheoiashoiehasoiehaoiseoishieoahsoieh
é, chega pai
ioeasheaoisheoiasheiashoihoiehaoisheoise
Hernani diz:
Sabe? Assim..., com a idade. Entendeu?
Cultura é phoda!!!
Júlia diz:
entendi pai
vai idade
por isso devemos parar por aqui.
Hernani diz:
Brilhante!
Júlia diz:
aham, pai, senta lá.
se já estamos chegando nesse nível.
no more talking here. hahahah
Hernani diz:
Vai dormir, Curica. Eu vou tbm
Júlia diz:
Vô sim pai. Até AMANHÃ! te amo. :*
Me diz, que futuro eu tenho? HAHAHAHAHAHA.
choque de realidade. uma vontade de ir embora, mas a tal da coêrencia sempre fala mais alto.
eu fiz um trabalho legal. trabalhei pra quem não tem nada, pro melhor dos investimentos sociais, a educação.
me apaixonei, me indignei, me dividi. ainda não sei qual é o saldo, mas a sensação é boa.
no final de tudo, eu sei que por três meses da minha existência eu fiz algo efetivamente importante pra quem precisou de mim.
agora eu só consigo pensar em voltar pra minha família, meus bichos e meus amigos. meu cantinho da cama, meu elevador lento, meu cheirinho de ar puro. foi um wake up call, mas eu tô cansada.
vou me jogar no que eu tenho de mais prazeroso na vida, fútil ou não.
e eu NUNCA vou esquecer aqueles rostinhos. nunca mesmo. e se não nos virmos mais, eu sempre estarei torcendo por eles.
mas. agora eu vou pra casa. pros braços de gente que me ama.
e essa sensação também é maravilhosa.
tão bom. :)
see you, guys.
:*
justo quando que ele veio, eu preciso ir.
justo não pareceu ao meu coração.
não sei quando o amor pode acontecer pra mim,
mas sei que senti que talvez,
ele podia estar ali.
ouvindo keane ora acalmar a mente.
acalmar a impotência, a saudade, a imperfeição, a noção da imperfeição.
as vezes a gente simplesmente não tem poder pra ajudar quem a gente ama. é tão frustante.
e por trás de toda essa tempestade psico-drama-lógica, casas pra arrumar, uma barata ali, uma aranha ali, um rato morto no forro do telhado. "quem poderá me salvar?" :~
e segunda-feira tem que trabalhar, mil matérias pra entregar, foto pra editar, gente ignorante pra aguentar.
as vezes cansa.
mas existem cansaços piores e mais legítimos que o meu, um cansaço enorme pra compensar. um cansaço de vida, de responsabilidade maior que a minha, de mulher lutadora que quer ser só um pouco de paz.
e eu não consigo ajudar. eu tento, mas eu não consigo. ela diz que sim, mas eu sei que não.
acho que eu vou colocar o fone de ouvido no ouvidinho da minha mãe pra ver se, pelo menos a paz que keane me traz, traz também pra ela.
"try to understand that I
try to make move justo to stay in the game
I try to stay wake and remember my name..."
trabalhar igual uma louca o dia inteiro e fazer (quase) tudo que se prôpos.
comprar pão de queijo e bolo, na volta pra casa.
irmã mais nova foi dormir na casa da coleguinha.
vovó foi dormir mais cedo.
deitar na cama da mãe e fazer fofoca, falar de trabalho e de planos pro futuro.
encerrar a conversa com bolo de chocolate e coca-cola.
um dia bom. :)
só saber de você eu precisava
seu sorriso pra mim bastava
era ele quem dizia
que um pedacinho daquilo ainda me pertencia
mas agora que você não está mais aqui
a lembrança do amor que eu vivi
pode ser perder no tempo e no espaço
junto com o seu sorriso e nosso abraço
se um dia seu caminho vier a doer
procure na sua memoria
aquela sua força de viver
aquela que guiou a nossa historia.
eu sei que o amor tinha mudado
de lugar, de jeito, de formato
um amigo que eu ganhei, um amigo com passado
o o crescimento na minha alma estampado.
se um dai seu caminho vier a doer
procure na memória
aquela sua força de viver
aquela que guiou a nossa história.
voltar pra carajás foi a experiência mais estranha que eu tive em anos.
eu senti muita coisa ao mesmo tempos sem entender nada.
as ruas, as luzes, o cheiro de mato. o barulho dos bichos, os quadradinhos do chão. o bosque, as casas iguais, o clube onde eu cresci brincando e indo pra educação física.
eu sempre achei que maringá tinha virado minha terra natal, mas pela primeira vez nesses últimos tempos, fiquei em dúvida.
vi uma mãe e uma filhinha sentadas no banco da igreja. tudo isso vai muito além do que se pode ver. vai fundo nas minhas raízes, nos meus primeiros treze anos de vida. vida que eu esqueci faz tanto tempo e que agora tá aqui, na minha frente. e eu olhava e olhava e não consegui distinguir o que aquilo representava.
se eu pudesse, sentava ali e por ali ficava até entender alguma coisa. é o meu passado, é familiar, eu conheço esse lugar... mas ele não é mais meu.
já decidi que vou pegar o carro e ir lá sozinha, dessa vez.
sentar e ali ficar. tirar uma foto, revelar e dizer com aquele pedacinho de papel:" minha cidade. foi onde eu nasci. é meu."
'you are the first one of your kind...
and you feel like no one before
you still right under my door
i nell cause i want some more.
i want a lot of what you got.
and i want nothing that you're not.'
acho que queria te ensinar
como sentar direito na mesa de jantar
como se defender de quem quer te magoar
e como lidar com as coisas da vida que dia ou outro, vão chegar.
acho que eu queria te contar
que nem sempre é verdade que tudo vai dar certo
que nem sempre seremos o que sonhamos um dia ser
mas que você, meu amor
já conseguiu muito por apenas ser você.
quero te dar todos os lugares que eu nunca vi
as melhores canções que eu ouvi
o melhor de mim e de tudo que eu vivi.
quero te mostrar
todos os caminhos e como chegar lá
como ter força e sabedoria pra lutar
seguir em frente e se não deixar de se doar
nunca esquecendo que você, amor,
já está quase pra chegar.
te amo, bibis. :*
taaaaaaaaaanta coisa acontecendo.
eu queria escrever faz tempo, mas por algum motivo não 'deu'. ou por falta de tempo ou por falta de coragem, não sei.
nas últimas semanas vivi todos os tipos de emoção. espectativas, saudades, medos, ansiedades, tranquilidade, pesares.
foi difícil mudar quando tudo já estava bem. foi complicado deixar dez anos de mim mesma, do meu mundo, de tudo que eu já sei.
e agora chegar aqui e esperar pra ver.
mas o mais legal é saber que não importa o que eu decida ou o que eu faça, tenho apoio de quem me ama. tenho minha base pra aguentar o que vier, pra esperar as adaptações e tentar fazer dar certo.
éééé...
por enquanto é isso.
:)
eu me sinto uma fraca. uma garotinha emotiva que não consegue lidar com as coisas da vida.
sinto medo de não conseguir nunca me sustentar, emocionalmente falando, sozinha.
eu sei que esse medo vem da ansiedade, essa fdp dessa ansiedade.
nessa horas eu perco a perspectiva da vida, sentidos e só acho falando com as pessoas que eu amo. meus pais.
então eu corro, tentando achar alguma coisa, e quando meu corpo se exauri, deixo o cansaço fazer sua mágica de me tirar desse abismo emiocinal que meu cérebro insiste em me deixar.
não é fácil.não é fácil, sem drama, realmente não conseguir achar sentido algum na vida, que deveria ser tão cheia de alegrias, felicidades, lições, lutas, e blablabla. a ansiedade não me deixa ver e cada vez mais, mesmo não estando ansiosa, me deixa cética em relação a tudo.
eu vejo todo mundo feliz, seguindo com suas vida, e parece tão fácil. então questiono o meu senso de julgamento, de percepção. é impossível que eu esteja sentindo isso porque eu quero, não pode ser. é muito ruim. então eu penso que eu simplesmente não me encaixo. a sensação de solidão aumenta e a não ser pela minha mãe, nada parece sincero.
e toooodas aquelas coisas que a gente aprende quando criança se desfazem e eu tenho que aprender a lidar com uma nova realidade. dessa vez real mesmo e muito menos bonita.
eu agradeço a minha familia, aos meus amigos, aos meus cachorros e a todos aqueles foram gentis comigo e algum instante da minha vida. é por essas pessoas que eu acho que isso vale a pena.
vontade de reunir os amigos pra conversar, ouvir música e comer alguma coisa, perto da lareira.
vontade de assistir filme com o namorado de baixo do cobertor.
vontade de fazer pizza com a mãe, o pai os irmãos, os sobrinhos, tios, primos e os cachorros.
vontade de ter uma quiosquinho na praia e viver disso. vontade de ter gente de longe bem pertinho.
acho que eu tenho vontade demais.
"pick up your crazy heart
and give it one more try.
eu sei que tem muita coisa boa aqui pra mim.
sei que as possibilidades são muitas e as chances de ficar tudo bem também.
mas é tanta coisa nova, tantas incertezas com poderes tão definitivos.
e ao mesmo tempo, tanta coisa passou e eu nem vi, e agora tenho que lidar com tudo.
é muita coisa.
e esse medo, essa ansidade ainda tá aqui, sem eu fazer a menor ideia do por que. antes eu conseguia distinguir os motivos, mas hoje é tanta coisa que eu não sei. e sem saber, eu não consigo sentir que vai passar, que pensei e resolvi.
nesse fim de semana não foi diferente.
eu só peço a Deus um pouquinho de luz pra entender, e uma folguinha pra esse coração apertado.
é, o cara do teatro mágico tinha razão em fazer uma música sobre "tanta falta". são muitas.
cada um, cada história, cada vida é pautada por milhões de faltas e eternas procuras.
posso falar por mim. nunca fui daquelas pessoas que escolhe uma linha de pensamento e foca toda sua vida ali. sempre fui de procurar sentidos em tudo e tudo sempre tinha um sentido, mas nunca sentido suficiente.
ultimamente tenho tentado só encarar as coisas de jeito menos profundo, pra evitar ansiedades e sintomas físicos desgradáveis, mas a real é que sempre, desde pequena, eu achei que algo mágico aconteceria em algum ponto da minha vida e tudo então faria sentido.
eu costumava achar que seria o amor, um namorado, alguma coisa assim. depois um tempo a gente vê que não existe contos de fadas e que relacionamentos são complexos e muito menos mágicos do que a gente queria.
talvez o amor de Deus, talvez o amor de mãe, sei lá. eu não sei. o único amor que eu experimentei na minha vida foi o da minha mãe e foi dele que eu mais estive longe, então vai entender.
eu só tô ficando um pouco cansada de não achar sentido em nada. de ter que levar e levar e levar, procurar sempre.
é meio frustrante e dolorido as vzs.
a vida é uma coisa tão grande. existe tanta coisa envolvida, tanto sentimento de tanta gente. como não existiria algo realmente significativo nisso tudo? por que é tão complexo aprender os caminhos da felicidade?
sei lá. crise existencial de domingo e não ninguém que possa me responder ou fazer algo por mim então... vou voltar pra realidade, pros esforços do dia a dia, seguindo em frente, como eu sempre fiz.
é que as vzs é bom desabafar, sabe. só isso.
"falta tanta coisa na minha janela
como uma praia
falta tanta coisa na memória
como o rosto dela
falta tanto tempo no relógio
quanto uma semana
sobra tanta falta de paciência
que me desespero
sobram tantas meias-verdades
que guardo pra mim mesmo
sobram tantos medos
que nem me protejo mais
sobra tanto espaço
dentro do abraço
falta tanta coisa pra dizer
que nunca consigo
sei lá, se o que me deu foi dado
sei lá, se o que me deu já é meu
sei lá, se o que me deu foi dado ou se é seu
sei lá... sei lá... sei lá....
vai saber, se o que me deu, quem sabe?
vai saber, quem souber me salva
vai saber, o que me deu, quem sabe?
vai saber, quem souber me salva... "
domingos chuvosos fazem a gente pensar.
pensar naquilo que é, no que poderia ser. pensar nas possibilidades, nas verdades que a gente não quer encarar.
faz a gente sentir aquele vazio, que mesmo cheio dos sentimentos mais confusos, continua vazio.
nunca é simples, né? nunca está bom, nunca é suficiente, ou é demais.
é fácil jogar a culpa pro equilíbrio, no ideal. acho que isso nem existe...
acho que eu é que não sei o que quero.
só sei que eu quero. ali no oposto, logo aqui do outro lado da mesa ou há quilometros de distância.
"eu não vim aqui
pra entender ou explicar
nem pedir nada pra mim
não quero nada pra mim
eu vim pelo que sei
e pelo que sei
você gosta de mim é por isso que eu vim
eu não quero cantar
pra ninguém a canção
que eu fiz pra você
que eu guardei pra você
pra você não esquecer
que eu tenho um coração
e é seu.
tudo mais que eu tenho
tenho tempo de sobra
tive voce na mão
e agora
tenho só essa canção."
ana carolina - nada pra mim.
"eu não fui assim com você".
meu amigo, eu sei, fui eu quem senti.
eu queria que tivesse sido, não só você, mas todos a quem eu amei.
o que eu pude fazer eu fiz, o que eu pude doar eu doei, o que eu pude ser eu fui.
cada um tem o que pode receber, mesmo que mereça mais, mesmo que mereça menos.
eu sinto não ter sido a exceção. eu espero um dia ser.
e como você, agora, eu continuo caminhando pra onde eu puder ir.
'has someone taken your faith?
it's real, the pain you feel
the life, the love
you die to heal
the hope that starts
the broken hearts
you trust, you must
confess...'
a cada dia que passa percebo quão sortuda eu sou.
é no desespero que eu vejo o quanto poderia ser pior e que o pouco de tristeza que eu tenho não chega aos pés das realidades mais crueis que estão por aí, prontas pra vir a tona se olharmos mais de uma vez.
uma crise de ansiedade não é nada. eu tenho meus pais, tenho meu irmão, meus cachorros.
tenho uma cama pra me esconder, um médico pra ir, remédios pra tomar.
tenho Deus pra me guiar. tenho uma busca real pela paz e pela tranquilidade.
tenho que agradecer a Deus pelo que eu tenho, ser tolerante com as minhas ansiedades e principalmente, pedir muito por aqueles que não tem.
"tenho anis, tenho hortelã
tenho um cesto de flores
eu tenho um jardim e uma canção
vivo feliz, tenho um amor
eu tenho um desejo e um coração
tenho coragem e sei quem eu sou
e tenho um segredo e uma oração."
acho que eu não preciso de muito para estar feliz.
um pouco de paz no coração e tranquilidade na consciência.
um domingo de sol, uma feijoada com amigos que cada dia ficam mais amigos, uma volta pra casa num fim de tarde, um cinema.
um tantinho de emoção pra dar valor ao normal e saber que o extraordinário só vem quando todo o resto vai bem.
e vai bem, vai muito bem. :)
escrevi isso pra homenagem aos pais na formatura e achei que ficou legal, então vou postar aqui. :)
Boa noite.
Primeiro, gostaria de pedir aos pais e mães que se aproximassem, por favor. Obrigada.
Nós recebemos hoje a difícil missão e a grande honra, de falar em nome dos nossos amigos às pessoas mais importantes de nossas vidas. Correndo o risco de criar o um clima nostálgico, vamos convidá-los a realização de um exercício muuuito praticado por nós em sala de aula; um exercício de IMAGINAÇÃO: imaginem que essas palavras serão proferidas por seus filhos e acreditem que cada uma delas é, porque de fato são, a mais pura verdade.
Como expressar a gratidão em palavras com toda veracidade do sentimento? Como agradecer com todo valor que se deve ás pessoas que te deram o maior dom de todos, a vida, sendo esse apenas o começo? Eu sei que quando se trata de nossos pais um simples olhar sincero, um "valeu", um obrigada já diz muito, afinal, eles tem a tendência de considerar todos os nossos atos, aumentativos gigantes do que eles realmente são, desde a nossa beleza, não é mãe?, até as conquistas do cotidioano. Por esse motivo, viemos aqui para fazer, não um discurso, mas uma declaração de amor.
Apesar de saber que o simples é essêncial, HOJE o essêncial não basta. HOJE, estamos comemorando a nossa graduação, o reconhecidade da sociedade acadêmica, a melhora da vida pessoal e profissional. Foram 4 anos de muito esforço e devemos isso principalmente à vocês.
Vocês nós deram o milagre da vida, deram-nos o primeiro sorriso quando chegamos a esse mundo, deram-nos as primeiras palavras e futuro na comunicação. Doaram noites de sonos, puxões de orelha, compatilharam experiências em conversas na varanda, despejaram doçura e cuidado ao nós deixar deitar em seus braços, mesmo ainda grandes. Deram-nos a maior e mais real experiência do amor. Sempre vigilantes, deram-nos segurança, compreensão, apoio e mais do que isso, deram nos caráter. Nós formaram como seres humanos dignos e se hoje estamos aqui é porque alguma coisa nesses vinte e poucos anos de dedicação deu certo!
Doaram seu tempo, buscaram paciência nas respirações profundas, se privaram de bens materiais desejados por uma inteira, quem sabe, para investir em nós e cumprir com uma prerrogativa básica e ainda assim rara neste país: A da OPORTUNIDADE! Oportunidade de estudo, de educação, da construção de conhecimentos que nos acompanharão pro resto da vida. Passamos pelo ensino fundamental, médio, e finalmente concluímos o ensino superior.
Mas o que para vocês pode parecer a conclusão de um ciclo, para nós é apenas o começo de uma nova etapa. Nos jogamos de braços abertos à vida hoje, sem medo de trilhar nossos caminhos porque sabemos que em cada situação com que nos depararmos na vida, buscaremos no fundo de nós mesmos aqueles nobres valores e ensinamentos que vocês transmitiram ao longo desse percurso. Isso fará com que vocês se eternizem em nós. Serão nesses momentos que nos encontraremos e lembraremos quee não importa o quão distantes estejamos, seja em outra cidade ou em outro mundo, vocês estarão perto de nós e aí sim estaremos bem.
Fazemos então essa homenagem aos pais casados, solteiros, mais rígidos ou mais liberais, aos biológicos ou de criação. Aos aqui presentes, aos que não puderam vir, aos que não estão mais conosco. Aqueles que se esforçaram muito para que nós estivessemos aqui hoje, aqueles que preferiam um médico ou um advogado, mas que se aceiatarm de bom grado um publicitário.
Por isso, eu peço a vocês um último favor. Olhem pros seus filhos agora e vejam em seus olhos a verdadeira face da gratidão, da vitória, da felicidade que vocês proporcianaram. E como ainda não inventaram nenhuma palavra ou frase que chegasse aos pés do que sentimos hoje, vou me ater ao essêncial: valeu, muito obrigada, nós amamos vocês!
na ância de acertar eu erro muito.
não é fácil ser quem você quer ser, não é fácil aceitar o que voc~e realmente é.
eu tenho meus valores, eu sou séria e eu busco aquilo que seja verdade pra mim. eu sei que no meio do caminho eu escorrego. sei que faço besteira, mas sempre tento ser correta. tenho a sorte de ser guiada por uma vontade natural de ser sincera comigo mesmo, por mais que isso seja dolorido.
tenho a sorte de conseguir me entender, mesmo que isso demore um pouco e tenho a sorte de ter a complacência necessária pra me permitir amadurecer e a rigidez precisa pra não me deixar amolecer.
ser mulher não é fácil. ser uma mulher que eu quero ser também não, mas eu sei que só assim eu vou ser fiel a mim mesma, e só assim as pessoas vão entender quem sou eu.
expor-se é muito sério. são as suas relações com o mundo que te dão as bases das suas construções. eu tenho algumas muito boas, outras em fase de concepção, outras em fase de preparação e todas elas tem um objetivo final que se volta pro processo em si: ser quem eu sou.
eles não notam, né?
não notam o cabelo mais liso, a maquiagem mais elaborada.
não notam o sorriso alguns segundos mais demorado, os poucos centímetros mais próximos do corpo deles.
eles não percebem que a mensagem foi precisamente elaborada pra não dar muito mole, mas pra dizer: oi, tô aqui, quero te ver.
não percebem a piadinha mais, a mexida no cabelo, os momentos que sobram ali, tentando se fazer vista.
aaah, se eles olhassem menos e vissem mais...
:)
isso que me prende, esse medo de perder me tira tanta coisa.
vem da insegurança, do receio, do muito valor ao que talvez não valha nada.
eu sei disso hoje. eu descobri que realmente existem coisas que me prendem, me impedem de seguir tantos caminhos e talvez uma vida mais feliz.
eu não quero isso pra mim. mas é tão difícil lidar com isso.
hoje eu vivo numa zona de conforto onde eu faço o que eu gosto escondido, com medo dos olhares mais críticos da rejeição, com medo de perder a aceitação que eu consegui com tanta luta.
hoje eu vivo no morno, no mais ou menos.
eu sei do que eu gosto, mas aprecio pela metade, porque eu não divido e se eu não divido, não é inteiro.
não quero mais isso pra mim. não quero mais me podar por conta da opinião dos outros.
esse já é um passo.
agora eu preciso reaprender a viver por minhas próprias pernas, desejos, vontades.
preciso me soltar das amarras da aceitação alheia e fazer e ir atrás de um caminho mais difícil, mas provavelmente mais feliz, eu espero. talvez um pouco mais solitário, mas faz parte.
preciso aprender a ser eu mesma, em todo meu tamanho.
e cara, acho que esse foi o post mais sincero que eu escrevi. que alívio.
passando por uma estrada de terra, eu dei de cara com um horizonte composto por plantações, um céu azul e algumas nuvens acima, branquinhas, refletindo a luz amarela avermelhada do sol.
elas pareciam tão quentinhas, tão acolhedoras, tão bonitas... eu lembro de estar ouvindo john mayer e ter vontade de ir junto com a música deitar ali, naquela nuvem de algodão macia, quente, que prometia que, uma vez estando ali, dias melhores viriam e eu não estaria mais sozinha.
foi isso que eu senti.
se eu pudesse não teria saído de lá.
ah!, se eu soubesse voar...
siiiim, agora simmm!
sentido, pensado, resolvido e deixado pra lá.
com exceção aos três primeiros dias do ano, 2010 tem sido muito bom.
viagens, amigos, cervejas, música, perspectivas (de viagens, amigos, cervejas, músicas e amores), exercício, formatura, enfim. um ano feito por mim e pra mim.
a sensação é boa e eu faço questão de que continue assim.
:)
novidade sempre me deixa feliz. juntando isso com o fim da faculdade, a animação das possibilidades não me deixava de jeito nenhum.ontem me deixou.e o ano novo, sempre cheio de borboletas no estômago, não teve nada de novo. conviver é difícil, mas mais difícil ainda é gente. eu me orgulho muito de tentar ser sempre uma pessoa melhor, mesmo que pra isso eu tenha que assumir, ainda que não publicamente, e enfrentar as minhas piores faces.tem gente que não é assim, nem nunca vai ser. e não é meu papel tentar mudar isso. mas o que fazer quando a energia negativa dessas pessoas está diretamente em você?já que não vai mudar, vai embora júlia. e perder todo o resto? por que eu tenho que sair?não é justo. é tão injusto que eu fico repassando vezes e mais vezes tudo na minha cabeça, colocando em dúvida quem eu sou. essa é a pior parte pra mim.no fim, acho que eu preciso ver minhas prioridades... o que eu quero? paz? minha família por perto? ajudar uns fdp, paus no cu, cretinos idiotas (desculpa, desabafo, passou agora)?também. mas o que eu queria mesmo era que essas pessoas não me desvalorizassem tanto. eu queria que elas não usassem a minha paciência contra mim, a minha pacificidade contra mim.isso era pra ser um ponto positivo, mas nas mãos de gente assim, vira arma. isso é uma merda e eu realmente tô cansando.cansando muito.