domingo, 10 de julho de 2011

letters to Juliet

foi num domingo simples como hoje que eu me achei.
eu não costumo achar que eu pertenço a esse mundo, mas hoje eu achei. assistindo um filme no  meu quarto com meus cachorrinhos andando pela casa. meu pai na sala assistindo futebol. meu irmão com a namorada que é de fato a alma gêmea dele, rindo no quarto ao lado. minha mãe me ligou de outra cidade, feliz com seu trabalho e um pouco mais perto que o de costume.
tudo que parece tão comum me pareceu tão extraordinário. vi um filme que falava de amor, sem fronteiras, sem orgulho, sem limite, sem tempo, sem pressões. ouvi uma música que falava sobre a possibilidade de se fazer e ser o que você quiser. e então eu entrei em contato com um mundo que eu sempre achei que existia lá fora, mas que nunca havia sentido tão forte dentro de mim. um mundo onde a nobreza de sentimentos se sobressai. um mundo onde pessoas são livres pra sentir e o fazem de uma maneira tão bonita. onde há bondade e ela é esplendorosa. o mundo sem ceticismo, onde a compreensão e a compaixão cobriam a maldade a ponto dela não doer em ninguém.
esse sentimento é tão bom. e ele veio de maneira tão simples. o simples saber que as pessoas que você ama estão bem. que a arte atinge lugares tão incríveis que muda sua vida, mesmo que seja por pouco tempo.
eu não quero voltar. eu sinto meu coração bem onde ele deveria estar. forte e leve.
queria muito ficar aqui. e decidi que é isso que eu vou buscar na minha vida. bons sentimentos, bons livros, boas músicas, bons filmes, boas pessoas. 
eu não quero mais voltar. :)

domingo, 15 de maio de 2011

the way you are.

tempo longe daqui, tempo longe de casa.
parar pra analisar e ver quanta coisa você tem de bom é bom. ter paciência é difícil, mas preciso. 
eu desci das nuvens e tô aprendendo a viver a realidade. não é tão bonito, nem de longe mais fácil, mas talvez um pouco mais peacefull, na falta de uma palavra em português.
é estar ali com tudo que pode de fato acontecer, ser. até de dá um pouco mais de coragem, eu acho. é você e Deus, e se você ficar só na espera, perdeu. 

esse fim de semana me fez pensar. no que eu quero e no que eu não quero. o ângulo mudou, a estratégia também, mas o objetivo ainda é o mesmo. 
e vamos, porque a vida continua. 




she's so beautiful
and I tell her everyday.

sábado, 2 de abril de 2011

this invisible city, where no one sees nothing...

essa cidade parece não mudar e de cada dez pessoas que eu conheço, meia parece ter a mesma visão que eu das coisas. eu costumava achar que aqui era meu lugar. eu sei viver aqui, sei onde ir, como ir, onde não ir. é fácil pra mim morar aqui. mas isso não tem sido suficiente. 
hoje na mesa do bar, essa sensação bateu novamente.
não sei se são as pessoas ou a realidade. não sei se sou eu. sinceramente, não sei.
não sei, eu ainda acredito nas pessoas. acredito na bondade humana, acredito na vontade de melhorar, acredito nos defeitos e nas histórias por trás deles. 
acredito que alguém um dia vai dividir a mesma vontade de ajudar as pessoas que eu tenho e isso vai nos fazer feliz. acredito que um dia alguém vai me olhar, conversar comigo e pensar: "é, talvez seja ela." 
enfim, eu acredito. por mais que o pessimismo me assombre as vzs, como no post anterior, eu preciso acreditar nisso tudo. e a pista de que isso existe é que eu sinto. talvez não sempre, talvez não todo dia. talvez nem todo mundo veja, talvez eu não dê acesso, mas se eu me sinto assim, outras pessoas talvez também se sintam.
por isso eu quero sair daqui. quero viver, melhorar, conhecer, procurar.
hoje me chamaram de "menina demais", "ingênua" e "pura", numa irônia típica desse pessoal daqui. 
cansei disso. 
vou levar minha procura e minhas crenças pra outros lugares.
quem sabe um dia eu ache. :)

segunda-feira, 14 de março de 2011

iI took myself and I took it down.

o tempo tem passado e o vento continua a soprar
mas dessa vez eu parei pra observar,
enquanto a vida seguiu trouxe outra estação,
eu aprendi a disfarçar o que eu sou e a ser o que não.

você sabe me dizer
algo que faça sentido sentir e fazer?
algo que caiba aqui e valha a pena viver?

você sabe me explicar
porque parece que eu não pertenço a esse lugar?
porque essa vida não percorre o meu coração,
e todo dia eu deixo um pedaço de mim pelo chão?


quanto mais eu ando menos eu consigo entender
como ser simplesmente eu é impossível ser.
eu sigo olhando e não conseguindo ver.
eu sinto tudo mas não posso dizer.










segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

I even see her, maybe once or twice...

desencadeador do momento:
uma apresentação musical de meninos onde um deles canta o versinho que contém o título desse post. ele segura a mão da menina que ele viu, talvez uma ou duas vezes, sentada na platéia. ela sorri pra ele e abaixa a cabeça. no caso, eles são namorados, foi meio que uma declaração em meio a um contexto mais amplo,  que não vem ao caso aqui.

porém, todavia, entretanto... deve ser legal, né? que alguém te note assim, uma ou duas vezes. ou mais vezes. talvez não importante tanto o número, mas sim o que ele tenha visto.
não sei quanto a vocês, mas cara... eu já passei por algumas situações bem específicas na vida que fizeram quem eu sou hoje. as tais construções que eu sempre falo, de que eu tenho tanto orgulho, mas não vejo porque sair por aí contando. não porque eu não ache que elas, as construções, não mereçam, elas merecem. eu sei delas, sei quão especiais elas são pra mim. mas elas são pessoais demais, são minhas demais.

elas estão presentes em mim, pra quem quiser ver, eu acho. de maneira bem sutil. mas só pra quem quiser ver. e e aí que voltamos ao início. seria legal, né? que alguém notasse essas especificidades tão especiais suas, que só você e poucas pessoas conhecem.
alguém que se interessasse no porque de determinados gestos seus por algum motivo, que veja além dos fatos, momentos, que consiga ver quem você é... como a sua vergonha de encarar aquele cara que você gosta. a sua maneira de tentar ser educada com todo mundo, apesar da recíproca não ser sempre verdadeira; mas seus pais te ensinaram que não importa o quanto as pessoas possam ser eventualmente ruins, elas tem seus motivos, mas a sua conduta não deve mudar por isso.
seria legal se ele notasse que você respeita o fato dele amar outra pessoa. seria legal se percebesse que você valorariza tanto os seus amigos quanto ele, que você bate palma depois de um show porque você é oldschool e acha que o aplauso ainda é a melhor demonstração de apreciação. seria legal se ele percebesse que as músicas que vocês dois gostam tem um sentido real pra você. que seus olhos se enxeram de lágrimas quando você o viu pela primeira vez com a outra menina, mas que você saiu de perto pra não deixá-lo constrangido. afinal, esse é um problema só seu e só você tem que lidar com isso. seria legal se ele percebesse sua sensibilidade, seu amor  pelos animais e sua admiração por seus pais, seus respeito pelas pessoas e suas histórias. sua vontade e busca por sempre ser uma pessoa melhor, de verdade, inclusive pra ele. que sua vontade de ir pra china e conhecer o mundo inteiro não é só turismo, e sim buscas, procuras tão legítimas, que você sabe que ele também tem. que no dia que ele disse que isso pra você, seu sorriso ficou levemente mais feliz.
seria muuuito legal que ele percebesse que quando você olha pra ele, você olha diferente do jeito que você olha pros outros caras. porque você nota, sabe? nota a rebeldia educada dele. nota o respeito que ele tem com os amigos, a simplicidade com que ele se veste e se comporta, o valor que ele dá a família. você percebe que ele é um ser humano de bem, que não se importa tanto com rótulos, como a maioria dos nossos amigos em comum. voc~e percebe que o que ele divide é puramente na intenção de prover aos outros momentos legais. você percebe que ele não abre mão de coisas simples de como cerveja com os amigos e uma música legal de fundo, e que ele talvez tenha a mesma afinidade com a água que você tem. ficar submerso faz bem pra mente. você percebe o esforço que ele faz pra ser simpático com você, mesmo que ele não tenha essa obrigação. e você nota que por mais que você queira, é só isso que você vai saber... até que um dia, ele te note. 
mas aí já é outra história.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

this year's love.

"fazia tempo que eu não o via tão feliz.".

que bom. pelo menos é isso que eu acho que deveria dizer. mas a nobreza de alma pra dizer isso com toda a convicção do mundo e really mean it, ainda falta. um dia, quem sabe, eu chego lá.


apesar disso, a noite foi maravilhosa. lugarzinho tranquilo, gente conhecida, gente amiga, família até por perto. aquelas raras noites em que todo mundo que você gosta tá de coração aberto pras sensações boas da vida, sem frescura, sem drama, só alegria. cada um com suas pendências pessoais, mas o momento foi maior que isso. noite louvável.

pra mim a felicidade reinou. eu sempre digo que não tem nada melhor que amigos, cerveja e boa música. sem exigências demais, completamente despretencioso e expontâneo.
mas ultimamente tem faltado aquela coisinha. que por acaso está feliz como alguém não o via a tempos.
a real é que eu, como mulherzinha que eu sou, sinto falta de alguém. tô meio de saco cheio dessas procuras loucas de maringá.
eu quero ir embora. conhecer outras visões de mundo, conhecer o que é ser humano em todas as suas instâncias. crescer e ter a sensibilidade pra entender o que significa isso, o que significa ser eu e o resto do mundo. e quem sabe achar alguém que procure isso também. 

a palavra do mês é busca. inclusive é um bom tema pra carta de motivação pra USP. hahaha
oh shit.
sinto falta de tante gente. mãe, bimair, lu, jabillis, nanana, dedi, henrique, chico, allan, lili...
de alguém pra brincar, pra beijar enquanto toca oasis ou red hot, abraçar. alguém que seja meu endereço no fim da festa. mais uma vez minha coisinha. a única que eu em mto tempo, tinha começado a gostar. :/


mas tudo bem. existem outras flores do meu jardim. pode não ser aquela, mas são tão bonitas quanto. :)