quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

so clear now that you are all that I have.

Crazy how things can be so weird and u just get use to it. Just because you have no other option.
I'm so tired. Tired of being apart, tired of pretending it's ok to be so far away of what I want, of people I love, of the person I think I should be. Tired to pretend it's ok.
But isn't it what everybody does, all the time? Accept? "this is just the way life is" or, "that's life". We just don't have another answer. 
I don't know. My mind can conceive things that my life can't follow... is so frustraiting. Woody Allen said that "the human condition is just too tragic". He was right. It could have been so much better. How am I suppose to believe in such a careless and random thing? 
Maybe things are this way so we can appreciate what's good here. It's so little, those things that take your breath way, those people that makes you believe they are angels and those situations where you think: "Yeah, it couldn't be better".
So, what can I do? Try to make it better. And if I can't, well... "that's just the way life is." ¬¬

"It's so thrilling but also wrong
Don't have to prove that you are so strong
Cause I can carry you on my back
After our enemies attack
I tried to tell you before I left
But I was screaming under my breath
You are the only thing that makes sense
Just ignore all this present tense
We need to feel breathless with love
And not collapse under its weight
I'm gasping for the air to fill
My lungs with everything I've lost"

sábado, 25 de agosto de 2012

guardei.

eu preciso lembrar que eu sou.
mesmo que as coisas estejam difíceis, indefinidas e diferentes; mesmo que fora mim, exijam que eu seja mais ou qualquer coisa que eu não concorde.
eu não sou assim.
eu sou a mulher que acredita em bondade. que acredita em música, na capacidade da imaginação e poesia vinda dela, pro bem. que acredita em gentileza e que quer encontrar e doar isso para as pessoas. é isso que eu sou e é isso que eu quero ser.
pode ser que eu perca algumas coisas por isso, mas não tem problema. o que eu tenho é real pra mim, é bom e faz sentido. o resto é só aparência. 
então, eu vou ficar comigo, mesmo. :)

terça-feira, 6 de março de 2012

e eu?

Até os meus 13 anos, vivi em um pequeno núcleo urbano, como eles chamavam, chamado Carajás, no Pará. Essa cidadezinha fora construída pela Vale, para que seus funcionários morassem. A Vale já era uma conhecida e muito bem vista empresa, assim como quem trabalhava nela. Ninguém podia entrar na cidade sem autorização de uns dos moradores. Além disso, era, literalmente, com o uso correto da palavra, no meio da floresta amazônica. Crescer lá foi uma experiência incrível, uma dessas que poucas crianças têm acesso. Dormir sem barulho de carros, sem poluição, com medo de onça e não de ladrão. Era diferente mas eu não sabia. Poder brincar na rua livremente e aproveitar tudo o que ela tem a oferecer, da sujeira à liberdade, conhecer seus vizinhos profundamente... Tudo isso era incrível. Outro fator marcante era a sensação de singularidade e exclusividade que se sentia em relação a si mesmo por morar lá. Em um lugar tão peculiar e pequeno, apenas dois mil habitantes, onde todo mundo conhecia todo mundo, onde todos faziam parte de um projeto especial, onde todos te conheciam pelo nome e você não era apenas mais um. Eu era a Júlia, filha do Hernani e da Cristina. Ao sair de lá, me mudei para Maringá, no noroeste do Paraná, uma cidade muito agradável e bonita. Mas eu não mais podia brincar na rua, havia barulho o tempo todo, eu não conhecia meus vizinhos e pior, ninguém me conhecia. Essa sensação de perda de identidade, uma identidade tão especial, foi muito forte e me fez começar um processo de questionamento da realidade muito grande, que durou anos e ainda permanece em eventuais crises existências. Morei por dez nos em Maringá e conheci bastante gente, aprendi a viver lá, mas nunca foi a mesma coisa. Essa experiência deu um tom de suspeita a todas as outras que seguiram e me tirou algumas certezas e seguranças na vida. Mas teve seu lado positivo; Me fez crescer muito, me fez sempre seguir o que acredito ser correto e a sinceridade dos meus sentimento e pensamentos, que, no fim de tudo, são as únicas que acredito fielmente que existam. Não que sejam certezas, mas existem em mim.