quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

hello

Eu não sei se agradeço ou se choro. 
O mundo está ruindo, dentro e fora de mim, mas de alguma forma eu continuo aqui e eu ainda tenho pra onde ir. 
Eu tenho uma cama, uma casa, uma família, e me parte o coração saber que tem gente que não tem a quem recorrer. Me mata saber que o meu melhor trabalho não é suficiente e que ainda vai ser assim durante um bom tempo.
E quando eu olho pra dentro... meu melhor também não é suficiente. Apesar de eu estar melhorando em alguns aspecto, eu não sei pra onde ir. Eu corro e corro e não saio do lugar. E a pior parte é que por mais que eu enfeite, e melhore, meu lugar não está bom.
Eu não sei mais o que fazer.

Tanto pra dentro, quanto pra fora, eu vou continuar correndo. E se não der certo, eu fiz o meu melhor.  

sábado, 8 de agosto de 2015

When I see you again.

Hoje eu senti a mesma dor. Faz uma semana. Por mais que eu queira te deixar ir, eu ainda não consigo. Prometo me esforçar mais e espero que você entenda que viver o resto da vida sem querer você aqui é muito difícil. Eu já rezei, na igreja, no mar, no quarto, pra sua caminha... onde eu achei que você pudesse ouvir, eu falei. Você nunca soube ler aqui na Terra, mas quem sabe onde você está agora, né?
Quando você se foi eu descobri como eu amo o mundo inteiro. Eu amo cada coisinha que existe aqui, até as ruins. Tenho compaixão com o universo, com a vida humana e toda essa dificuldade que todo mundo enfrenta todos os dias, e eu não quero mais perder oportunidade nenhuma de dizer o quanto eu entendo, o quanto eu torço para que tudo dê certo e que a gente seja feliz. Porque a gente merece. Todo mundo merece o amor que eu senti de você. 
E fica sabendo, Pretinha, que eu te amo. Mas eu te amo tanto, e sinto tanta a sua falta. E eu me culpo por não ter mudado antes ou ter feito qualquer coisa aleatória que permitisse que a sua vida continuasse. Foi tão idiota, tão estúpido, que eu tenho vontade de arrebentar alguma coisa. Se eu ao menos eu soubesse, se eu não achasse minha distração tão normal, ou se eu não me achasse tão ocupada, ou se sei lá... eu assumisse mais as coisas pra mim.
Mas eu posso te dizer, aprendi a não deixar as coisas pra amanhã. Se eu puder melhorar alguma coisa, eu juro pra você que eu vou. Se ao menos eu soubesse, meu amor...
Me perdoa, por favor. Entenda, com toda a sua alminha, que eu te amo mais do que eu posso expressar. A saudade não cabe dentro de mim, a dor fica toda aqui. Eu sinta falta da sua carinha, da sua barriguinha, da sua patinha, do seu fucinho miúdo. Mas o que eu mais sinto falta é de tudo que você não viveu. Dos passeios que você poderia ter dado, dos abraços, dos ossinhos, de tudo que podia ter te feito mais feliz aqui nos anos que essa estupidez te tirou. Não é justo e isso acaba comigo.
Mas eu vou continuar tentando. Vou cuidar do seu pai e do seu avô. Vou cuidar do Chiquinho, e de mim também. Vou me esforçar mais pra tentar fazer do mundo ao meu redor um lugar melhor, por você, em sua homenagem. Você deixou muito amor pra ser dado por aqui, um amor seu, que vai continuar sempre seu. 
 Fica tranquila, que nós vamos ficar bem. Morrendo de saudade, mas bem. E eu sempre, sempre, SEMPRE, vou amar e lembrar você. E se eu puder te pedir alguma coisa, se você puder, volta. Volta pra gente, pra eu te amar aqui. Se não, eu vou esperar o resto da vida pra te ver do outro lado e dizer tudo isso de novo. 
Mais uma vez, porque nunca parece ser suficiente: eu te amo absurdamente, Catarina. Demais mesmo.
Fica bem.

Beijinho no nanígu.
Julia

domingo, 7 de junho de 2015

Uma carta pra você.

Já faz dois meses. Parece que foi ontem, mas já faz tudo isso de tempo. Eu só percebo pela data e porque te chamar de meu amor já me soa estranho. Talvez pelas brigas, talvez pela ausência... eu não sei mas se devo, se eu quero, mas tenho vontade. Acho que você ainda é o meu amor.
De qualquer forma, eu só queria te contar algumas coisas.
Eu finalmente consertei a internet. Hoje a gente poderia ver filmes tranquilamente. Tenho tentado me consertar também, mas acho que agora estou tão confusa que não sei bem por onde começar, mas pretendo voltar a natação e a terapia, assim que o dinheiro voltar ao normal.
Pensei em comprar uma TV mês que vem pra assistir Netflix no quarto. Por algum motivo acho que se eu tivesse feito isso antes, as coisas talvez fossem melhores, mas acho que não. Acho que eu só queria uma solução simples.
Decidi que vou me mudar no ano que vem, só não sei se vai ser de cidade, estado ou país ainda. Finalmente cheguei a conclusão de que aqui não é lugar pra mim e que já está na hora de viver por mim mesma. Fico um pouco preocupada com o meu pai, mas ele vai ficar bem. 
Outro dia recebi uma ligação da sua mãe. Era meu aniversário e fiquei emocionada. Ás vezes me pergunto se não é você quem pede pra elas, sua mãe e a sua irmã, serem tão legais comigo. Quase todo dia me pergunto por que você sumiu desse jeito. Eu sei que não estamos mais juntos, mas eu não entendo essa necessidade de me deixar fora da sua vida. A Ana disse que era proteção, mas se você lembra bem de mim ainda, eu acho que só não gosta mais de mim mesmo, de jeito nenhum. 
A última coisa que eu queria te contar é que você é sim o cara que eu sempre achei que você era. Outro eu reli nossos e-mails, do comecinho. Você era atencioso, cuidadoso, gentil e suave. Você foi assim durante algum tempo, então eu tenho razão. Eu só não sei o que aconteceu. 
Eu sinto saudade, vontade de saber como está, mas não tenho coragem de quebrar esse silêncio que você estabeleceu, e que eu aceitei, por medo de rejeição ou seja lá porque. Espero que você esteja bem. Espero que você ainda goste de mim, seja como for. E espero que um dia a gente se veja bem de novo.

Um beijo,
Julia.